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Câmara discute saúde pública em Guaíra
 
06/06/2014

A Comissão de Educação, Saúde e Assistência da Câmara Municipal convocou na última quarta-feira (04) uma reunião técnica para discutir a situação da saúde pública em Guaíra, como os hospitais conveniados ao SUS e a epidemia de dengue. Foram convidados representantes da 20a Regional de Saúde, diretores do Hospital São Paulo e Hospital Santa Rita, representantes da Secretaria Municipal de Saúde, da Anvisa e do Conselho Municipal de Saúde. A direção do Hospital Santa Rita encaminhou um ofício ao Legislativo justificando sua ausência na reunião.

A reunião serviu como um espaço para diálogo entre todos esses setores ligados à saúde. Dessa forma, foi possível ouvir as opiniões e críticas de vereadores, direção de hospitais, Secretaria de Saúde e 20a Regional.

Os vereadores expuseram sua preocupação com um dos hospitais conveniados ao SUS, o Hospital Santa Rita. Para eles, há falta de estrutura física e humana, além de problemas ligados a possíveis negligências médicas e descaso com pacientes, falta de medicamentos.

Para o vereador Almir Bueno, a questão dos hospitais em Guaíra não é um problema recente e é preciso dialogar buscando soluções em parceria com o poder privado e público, através da Secretaria, Regional e hospitais particulares do município. Ele ressaltou que o Legislativo tem tentando colaborar, dentro de suas limitações, como através da destinação de recursos excedentes da Câmara para investimento exclusivo em Saúde, como no ano de 2013 em que foram devolvidos mais de 450 mil reais. Esse ano a previsão é de que sejam devolvidos mais recursos já ao final do primeiro semestre.

A direção do Hospital São Paulo reclama da interdição de duas enfermarias do prédio. A alegação da Vigilância Sanitária é que devem haver banheiros dentro das enfermarias, mas a diretora Elisabete Aparecida reforça que, como o prédio do hospital não é próprio, não é possível realizar investimentos tão caros para solucionar esse problema. Ela ainda afirma que as enfermarias que ainda estão em funcionamento também não possuem banheiros internos, e por isso solicita a liberação dos leitos, para ofertar mais internações pelo SUS.

Outra reclamação do Hospital é a falta de profissionais comprometidos com o hospital e o SUS. Eles relatam que falta vínculo com a comunidade por parte dos profissionais de fora e que isso dificulta a oferta mais eficiente do hospital no serviço público. Elisabete frisa a importância da reunião, como espaço de debate entre todos os envolvidos na saúde em Guaíra, afim de ouvir os problemas e procurar soluções.

A 20a Regional relatou alguns números da saúde em toda região de sua responsabilidade, que compreende 18 municípios. Ela alega falta de estrutura física no município de Guaíra, o que tem inchado o Hospital Bom Jesus em Toledo e dificultado os atendimentos. A Regional acredita que falte atenção primária de saúde, com trabalho de prevenção e conscientização, e também alega pouca participação nos treinamentos e reuniões por parte do Município e afirma que a falta de estrutura física é um grande limitador das ações efetivas em saúde.

O chefe da Regional Odacir Fiorentin falou sobre a necessidade de que Guaíra invista no projeto de um hospital regional, conforme vinha sendo discutido desde o ano anterior. Ele frisa que existe apoio de outros municípios para que essa obra se realize aqui.

O secretário municipal de Saúde Leandro Danelon, por outro lado, lembrou que a Itaipu não se comprometeu a arcar com os custos de manutenção desse hospital regional, mas apenas com a doação de um terreno e de um projeto arquitetônico. Tendo em vista que a Itaipu não possui nenhum terreno disponível para essa construção em Guaíra e que os maiores gastos são com o funcionamento e não com a construção do hospital, é inviável que Guaíra pense nessa possibilidade hoje. Para Leandro, o Município precisa encontrar alternativas diferentes e tem investido nelas, como com a construção de 3 novas Unidades Básicas de Saúde e a reforma de outras três, a construção da Unidade de Pronto Atendimento e os incentivos ao Samu, grande conquista para a Saúde do município.

Leandro falou também sobre as constantes tentativas do poder público municipal para atrair profissionais para o município, inclusive triplicando os salários, mas sem obter sucesso, como no caso de um obstetra.

Dengue

A chefe regional da Divisão de Vigilância em Saúde Cláudia Holzbach Mazieri informou os procedimentos da Regional no caso da epidemia de dengue em Guaíra. Como as ações de rotina realizadas no município não surtiram o efeito esperado na contenção do mosquito, foram propostas medidas de emergência, como a aplicação do UBV, conhecido também como fumacê, e a realização de arrastões de limpeza das residências, uma vez que grande parte da ineficiência do combate à dengue está na falta de limpeza dos quintais. Cláudia fala também da preocupação da Regional com a gravidade dos sintomas da doença nesse ano, que está sendo investigada para pensar em estratégias mais eficientes.

O coordenador das Ações de Dengue na Regional de Toledo, Valter Baez, explicou que o fumacê é sempre o último recurso na eliminação da dengue, porque ele elimina não apenas os mosquitos da dengue, mas outros insetos e animais menores, como pássaros ou borboletas. Ele informou que já foram realizados sete ciclos de aplicação do fumacê e agora foi iniciada a passagem de mais 4 ciclos, no mínimo, para tentar conter os novos mosquitos. Ele reafirma a importância de que as pessoas abram suas portas e janelas para que o fumacê possa entrar nas residências e reforça que ele é seguro para humanos e obedece a criteriosas recomendações. De qualquer forma, ele frisa que o UBV não mata larvas e por isso o cuidado com água parada deve ser constante, mesmo com o uso de inseticidas pelo ar.

Proposta

Dessa primeira reunião, saiu a proposta de um ofício com todas as demandas expostas pelos hospitais, Regional e Secretária de Saúde com objetivo de planejar medidas que melhorem o atendimento do SUS no município.

O espaço de diálogo foi aberto e as necessidades priorizadas, agora novas discussões devem ser realizadas para estabelecer metas práticas de atuação.

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